<i>Lock-out</i> na <i>HPEM</i>
Na HPEM, em Sintra, os trabalhadores estão, desde segunda-feira, impedidos de pegar ao serviço pela administração, numa situação que o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local considera como lock-out, depois de terem cumprido uma primeira greve, na semana passada, contra a tentativa de despedimento de funcionários contratados, a prepotência da administração e em defesa de direitos consagrados. A greve parcial registou uma adesão superior a 90 por cento e desde o impedimento que os trabalhadores permaneceram concentrados, dia e noite, diante das instalações da empresa municipal para a higiene urbana. Salientando que a situação está a provocar uma «acumulação desnecessária de lixo», e que a HPEM não evita subcontratar empresas para substituir os trabalhadores, provocando enormes gastos públicos, o STAL/CGTP-IN considera que, com este comportamento, a administração revela «total desprezo pelos interesses da autarquia e os seus munícipes».
«A luta pode endurecer se o problema não for desbloqueado ou se forem alvo de novas represálias», avisou o sindicato num comunicado de anteontem.
A Comissão Concelhia de Sintra do PCP emitiu um comunicado «Em solidariedade com a luta dos trabalhadores da HPEM – Em defesa do serviço público», salientando que o Partido «está, uma vez mais, ao lado dos trabalhadores nesta luta justa, pelo emprego com direitos, em defesa dos postos de trabalho».